Reencontrei-me no espaço entre luzes e sombras.
Descobri-me nos passos lânguidos e nervosos de quem se passeia sob olhares de escrutínio.
Vi-me pelos olhos das estrelas e mudei.
Gostei do que vi, descobri, reencontrei.
Aprendi que ser é simplesmente isso: ser. É-se, está-se, fica-se.
E há quem nos ame por isso, independentemente de tudo.
Hoje, acordei e gosto mais de mim.
Confio em mim.
Os meus limites serão sempre mutáveis.
Sei que sou capaz.
E sinto-me bem!
nas asas fosforescentes da noctívaga borboleta, nascem sonhos e crescem vocábulos, qual fio de seda do Japão
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sábado, 16 de outubro de 2010
domingo, 21 de setembro de 2008
Até breve
O fim de um olhar,
o fitar de um horizonte.
Este profundo sonhar,
profecias de boca de hierofante.
Quebra-se o espelho
do reflexo da medusa,
fita-me agora um velho,
é ele a saudade que me usa.
Jogo no chão as místicas runas
perguntando por ti e teu caminho...
Espalho minh'alma nas dunas,
buscando em vão o teu carinho.
O silêncio abate-se sobre a rua
e a noite escura sobre mim...
visto-me de tristeza nua
ultrapassando a barreira do fim.
O arcanjo viandante,
ceifeiro da seara das vidas,
não me afastará de ti.
O momento determinante,
em que se vão todas as dúvidas,
não será para nós o fim.
Como sombra protectora
estarás sempre comigo.
Que sejas recebido nos doces braços da Senhora,
meu mui amado amigo.
Até breve, Alex.
o fitar de um horizonte.
Este profundo sonhar,
profecias de boca de hierofante.
Quebra-se o espelho
do reflexo da medusa,
fita-me agora um velho,
é ele a saudade que me usa.
Jogo no chão as místicas runas
perguntando por ti e teu caminho...
Espalho minh'alma nas dunas,
buscando em vão o teu carinho.
O silêncio abate-se sobre a rua
e a noite escura sobre mim...
visto-me de tristeza nua
ultrapassando a barreira do fim.
O arcanjo viandante,
ceifeiro da seara das vidas,
não me afastará de ti.
O momento determinante,
em que se vão todas as dúvidas,
não será para nós o fim.
Como sombra protectora
estarás sempre comigo.
Que sejas recebido nos doces braços da Senhora,
meu mui amado amigo.
Até breve, Alex.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Sombras
Sombras...
restos de uma paixão.
Sombras...
chamas frias
que aquecem meu coração.
Sombras...
do amor uma ilusão,
da dor apenas recordação.
Sombras...
temporais calmos
de sentimentos revolvidos,
de mágoas revividas,
de amores perdidos,
de paixões esquecidas!
Beijos na escuridão,
sombras.
Sombras...
lembranças estilhaçadas,
ilusões quebradas!
Sombras...
esperanças esquecidas,
memórias revoltadas.
Sombras...
de algo estranho,
daqueles teus olhos
com que tanto sonho.
1999
restos de uma paixão.
Sombras...
chamas frias
que aquecem meu coração.
Sombras...
do amor uma ilusão,
da dor apenas recordação.
Sombras...
temporais calmos
de sentimentos revolvidos,
de mágoas revividas,
de amores perdidos,
de paixões esquecidas!
Beijos na escuridão,
sombras.
Sombras...
lembranças estilhaçadas,
ilusões quebradas!
Sombras...
esperanças esquecidas,
memórias revoltadas.
Sombras...
de algo estranho,
daqueles teus olhos
com que tanto sonho.
1999
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