terça-feira, 14 de setembro de 2010

S.E.R.


É impressionante como nos auto-confundimos tão facilmente. Como duvidamos de nós mesmos e daquilo que já tínhamos como certo acerca de de nós. Como o que achamos saber sobre o mundo e os outros está sempre em questão, sempre em cheque, sempre sob análise.

Serei só eu que penso assim? Que penso TANTO assim?

Como alguém que muito estimo me diz tantas vezes, não sou um floco de neve único e especial. Certamente. Neste exacto momento, milhares de pessoas devem pôr-se as mesmas questões que me atormentam.

 Milhares de mulheres devem estar a olhar-se ao espelho (ou a ver-se reflectidas no écrã do computador), tal como eu, a perguntar-se se ele de facto tem algum interesse nela ou se é tudo fruto da sua imaginação. Se ele estaria interessado mas ela estragou tudo com algo que disse, fez ou escreveu... ou por ter sido demasiado ‘forward’ para os padrões da sociedade, tentando dar um passo em frente. Se calhar era cedo demais para tentar fosse o que fosse – e será que de facto foi uma tentativa?

Milhares de pessoas, milhões até, estarão a perguntar-se se as qualidades que apregoam são de facto reais e tantas outras devem, tal como eu, sentir-se desiludidas com o facto de não serem capazes de ser verdadeiramente a pessoa que pensam que são – não serem tão tolerantes como se acham, tão pacientes como se acham...and so on and so forth.

No fundo, a verdade mais básica é esta: por mais que se negue, nós estamos sempre em primeiro lugar. E ser um pouco egoísta é bastante saudável e faz maravilhas à saúde mental. Apenas temos de aprender que o nosso egoísmo tem de conviver com o de toda a gente. Os outros não vão ser altruístas para com os nossos desejos, tal como nós não abrimos mão dos nossos anseios pelos de outrém (atenção que falamos de necessidades mais que básicas, diria até primais.)

Só quero que gostem de mim. Só quero ser amada. Só quero ser ouvida, entendida, acarinhada. Quero sentir que SOU um floco de neve único e especial, porque há alguém que me vê assim, como algo precioso e frágil.
Mas não quero ser frágil sem força. Não quero ser única e só.

Tudo o que quero é amor. Quero amar, amar – não necessita ser perdidamente. Intensamente, isso sim. 
Amar e ser correspondida, nem que seja por um segundo fugaz.
Sou um poço de contradições, surpresas e desilusões.

Sou humana, nada mais.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

La Vie en Verse

Comme le jour
qui vient doucement
la vie est un cours
aussi un évènement.

Comme la nuit
qui cache la magie
la vie est un oui
et un non aussi.

Comme un copain
qui te fait rigoler
la vie est un demain
un désir de rêver.

Comme un père
qui aime son enfant
la vie est une mère
de coeur puissant.

sábado, 31 de outubro de 2009

pattern


Pin-striped,

argyled,

polka-dotted,

checkered smile. 

Clean-wiped, 

un-guiled, 

newly charted, 

singled style.

domingo, 11 de outubro de 2009

This is the poem, these are the words

This is the poem that would be.

These are the words meant to say.
This is the me only I see.
These are thoughts at the end of day.
This is a song of silent chords.
These are drums of beating hearts.
This is a tango of flaming swords.
These are steps becoming shards.
This is now, then and never.
These are times of endless want.
This is becoming, eternal, forever.
These are all those "I can't".
This is what my pen does.
These are pauses in thought.

This is the poem that never was.

Jogo

Roubo os dados
lanço-os na mesa
À força retirados
das garras do destino,
embora me aflija aposto
na incerteza.
Traço o percurso
de mim
para mim
por mim.
Sujeito a desvios
ora
pois
a vida é assim.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Last cry of a broken soul

Genii of my existence, how i have searched for you. How I have waited for you. How I have longed for you!
All these years, this void, this notion of being incomplete and not knowing why! This missing you without knowing you, my outer soul, my inner self.
Looking deep within for what was out and reaching far away for what was close. What an utter fool was I! But, such as it is said, we grow. Live and learn. Know thyself... and love thyself. Find your completion in your virtues and, more importantly, in your flaws.
Worn out sentences, same old clichés, but still valid, still so true: know yourself, value yourself, fear not showing the real you to the world! Some may love you, some may hate you, some may not even notice you... and all the in-betweens. It has always been that way.
Still, no matter what, live to your fullest, being true to who you are.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Broken barren and hollow

There is nothing left inside
the barren waste now sheds its last drop
as the soil goes cold and dead
the tears finally stop.

I re-negate myself
as I so often do
but somehow this time
I just know it's through.

There is no rhyme or reason
no time and surely no season
the earth remains silent and dead
there is no more path to tread.

I fail once again
in the main course of study.
I once again am shown
that I am to be none, to do none, to know none.

I present my resignation
the position of shitty friend does not suit me anymore
There you go, life, I quit
leave me be and close the door.

There is no path and no companion
no one to read my soul
I choose now to remain silent
as a way to keep control.

There is nothing left for me
having destroyed all I had
All I touch becomes broken
and that's why I am so sad.

No more demanding from me
rest assured and breathe relief
I shall be the pain and more
and change my name to grief.